Junho na Provence

Nem acredito que vou escrever, enfim, sobre essa viagem!!

Fiquei animada, porque estamos novamente na época das lavandas na Provence e, indiscutivelmente, foi das viagens mais espetaculares que eu fiz.

Já estávamos com viagem para França marcada para maio, mas, quando pesquisei sobre as lavandas, vi que os campos floresciam no final de junho, então mudei tudo e fui realizar esse SONHO!

Depois de passarmos 5 dias na Côte D´Azur (próximo post), seguimos para mais 5 dias na Provence. Já estava extasiada com aquelas cidades magníficas, do clima gostoso do verão europeu, do glam da Riviera Francesa, mas eu realmente não imaginava o que estava por vir!

Paralelo com a Toscana – vilarejos medievais, vinhedos, campos de girassóis, são muitas as semelhanças. Mas as lavandas da Provence me seduziram de uma forma, que eu não sei explicar… até hoje sonho com essa viagem!

Fomos de Saint Tropez direto para Villeneuve-lès-Avignon (a 5 minutos de Avignon, na outra margem do Rhône). Lá ficou sendo nossa base para os roteiros na Provence. Há quem escolha Aix-en-Provence como ponto central, mas, para o nosso roteiro, Avignon foi mais atrativo, considerando que já tínhamos explorado bastante coisa quando da nossa estada na Cote D´Azur.

Escolhemos o Le Prieuré – um hotel lindo, très raffiné, membro da rede Relais&Chateaux, com restaurante estrelado pelo guia Michelin. Investimos pesado, rs.

E valeu a pena, viu… nessa época, o calor é insuportável e os passeios são todos ao ar livre. Bem cansativo. Ter um hotel confortável fez toda a diferença.

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Foto do site. Era esse o nosso quarto.
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Delícia de amenities.

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Le Petit Déjeuner

O hotel é um antigo monastério, ponto central da pequena cidade medieval.

Assim que chegamos, já no jardim do hotel, me deparei com as lindas e cheirosas lavandas. Muita alegria!!! Jantamos por lá mesmo e descansamos, afinal tínhamos acabado de pegar quase 3 horas de carro, depois de um dia de praia.

Na manhã do dia seguinte, aproveitamos para conhecer a pequena Villeneuve. Fomos aos jardins de St. André e, de lá, pegamos o carro e fomos explorar a região Côtes du Rhône, parando em pequenos produtores de vinho em Châteauneuf-du-Pape.

Pelo caminho, diversas plantações de girassóis enfeitando as estradas.

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“Furtei” umas ameixas por lá…
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Uma das degustações que fizemos.

Depois, seguimos para Orange e conhecemos o Arco do Triunfo e o espetacular Teatro Antigo – que funciona normalmente até hoje, sendo o teatro romano mais bem conservado da Europa.

Quando voltamos, jantamos no fofo “Les jardins de La Livrée”, em Villeneuve mesmo.

No dia seguinte, fomos a Saint-Remy, cidade em que viveu Van Gogh e em que nasceu Nostradamus.

Para quem se interessar, o antigo hospital psiquiátrico – Saint Paul de Mausole – em que ficou internado o pintor hoje está aberto ao público.

Seguimos para Les Baux de Provence – parando em vinícolas no caminho. A cidade é classificada com o “selo” “Plus Beaux Villages de França” (“mais belos vilarejos da França”).

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Chegando no vilarejo, fomos direto para a atração pela qual eu estava mais curiosa: Carrières de Lumières. Obras dos artistas renascentistas num espetacular jogo de luzes e música, sendo as imagens projetadas nas pedras. Pena eu não ter feito vídeo…

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Carrières de Lumières

Depois, seguimos para as ruínas do castelo medieval, onde fica o Vale do Inferno, passeando pelo vilarejo. Muitas lavandas e visual lindo provençal.

Um passeio que estava na lista e eu não queria deixar de fazer era conhecer a Pont du Gard. Meu marido reclamou um pouco, porque já estávamos exaustos. Anda-se muito e o calor dessa época não é brincadeira não…

Para ele, seria mais um aqueduto (vimos alguns pelas estradas), mas, na verdade, se trata do maior aqueduto romano do mundo, sendo patrimônio histórico da Unesco.

Mas, sinceramente, como não fui na hora do pôr do sol e como já tinha visto muita exuberância, não me apaixonei pelo passeio. Confesso que foi mais um “checked”.

Chegando em Villeneuve, aproveitamos para dar uma volta pelas ruas da cidade micra e passamos o final da tarde na piscina, nos refrescando um pouco.

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Já no hotel.

Acabamos jantando novamente no maravilhoso restaurante do hotel.

No dia seguinte, fomos à Avignon – a cidade dos Papas (o Papa Clemente X transferiu a sede do papado de Roma para Avignon em 1309, tendo se restabelecido em Roma em 1414). Conhecemos o Palácio dos Papas e a Pont Saint Bénézet.

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De lá, fomos “caçar” os campos de lavanda, que se concentram nas regiões do Luberon e Valensole.

Primeira parada: Abbaye de Notre-Dame de Senanque.

Depois, no caminho para Roussillon, mais campos maravilhosos pela estrada. Juro, parecia um sonho!!!

Passeamos em Roussillon, a cidade do ocre, por isso esse tom mais “avermelhado”.

Na sequência, paramos em Fontaine de Vaucluse (ao lado de L´Isle sur La Sorgue). Lá fica a nascente do rio Sorgue, de água cristalina, que movimenta moinhos pela região. Muito lindinha!

À noite (“noite” entre aspas, porque nessa época do ano o dia demora a terminar… nossos jantares foram todos iniciados à luz do dia), fomos jantar em Avignon, no restaurante Les 5 Sens e adoramos. Aproveitamos a luz para umas fotos à beira do Rhône.

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Jantar nos Les 5 Sens, em Avignon.
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Avignon

No dia seguinte, mais lavandas!!! Dessa vez, pela região do Plateau de Valensole.

Começamos por Manosque, onde visitamos a fábrica da L´Occitane. Passeio interessante, mas não se vai aos campos floridos – apenas acompanhamos o processo industrial das fragrâncias. Pelo menos, o jardim da fachada é lindinho, mas não tem como não ser! Rs

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Na fábrica da L´Occitane.

Saindo de lá, fomos nos perder pelas estradas a caminho de Moustiers Sainte-Marie. É lavanda a perder de vista… sobra espaço pra muita foto! Todas as cafonices são permitidas, rs!

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Valensole

E quando avistamos os campos com lavandas AND girassóis, foi aí que me acabei! Coisa mais linda da vida!!!!!

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Acho que uma das fotos mais lindas que eu tenho!

No final, passeamos por Gorges du Verdon (apenas para as fotos panorâmicas) e seguimos para Aix-En-Provence, nossa última parada.

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Único registro em Aix-em-Provence.

Não tivemos tempo (nem disposição) para conhecer bem Aix que, junto com Avignon, serve de base para quem quer conhecer a Provence. Estávamos muito cansados e nos limitamos ao Cours Mirabeau, o que, obviamente, nos obriga a voltar!

 

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