A Mensagem do Papa Francisco e o Meu Casamento na Igreja

Depois desse feriadão que tivemos no Rio de Janeiro, estou com energias renovadas… Não acompanhei muito a estadia do Papa Francisco por aqui, pois aproveitei os dias de folga para viajar com uns amigos para a serra e curtir um friozinho.

Mas hoje eu vi a entrevista maravilhosa que ele deu ao repórter Gerson Camarotti, da Globo News e fiquei encantada por essa pessoa admirável que é o Papa Francisco. Carismático (fofo), exemplo de humildade e bom coração, como deve ser o líder de qualquer religião.

Dentre diversas mensagens, ele falou como é importante a proximidade da Igreja com seus fiéis e como isso deve ser mais relevante do que os protocolos e burocracias que a Igreja tem que seguir. E é verdade que muitas igrejas esquecem de dar verdadeira atenção às pessoas, aos seus problemas, tratar com carinho quem se aproxima e conservar quem está perto.

Isso me fez lembrar um episódio que aconteceu comigo há pouco tempo. Eu sou católica e, embora não frequente tão assiduamente a missa, me sinto bem quando vou a igreja. Por isso, quis casar na igreja.

Para dar início a todo o procedimento, é preciso apresentar a certidão de batismo renovada pelo menos 6 meses antes do casório. Fui, então, na igreja em que eu fui batizada, na Barra da Tijuca, para providenciar a documentação. Mas meus registros não foram encontrados, porque na época do meu batismo ainda não havia paróquia na Barra e, sem qualquer explicação adicional, encerraram o meu atendimento. Expliquei minha situação, insisti que precisava da certidão para casar, levei foto para compovar meu batismo, mas eles não deram a mínima. Saí da igreja arrasada, o que, por si só, já é um grande paradoxo. Sair arrasada não combina com igreja, só se for em missa de sétimo dia!

Então, ao mesmo tempo em que eu não podia ser batizada de novo (cogitei isso!), eu continuava sem a certidão que comprovava o meu batismo. Realmente, não sabia o que eu poderia fazer.

Em contato com o pároco da Igreja em que me casei, o Pe. Manuel Manangão, da Igreja Santa Margarida Maria, fui acalmada e ele, muito serenamente, me deu alternativa. Desburocratizando e me trazendo pra perto, ele me informou que, excepcionalmente, diante das circunstâncias absurdas em que eu me encontrava, eu poderia justificar o meu batismo, na presença de testemunhas que presenciaram o meu sacramento, em um procedimento muito simples e acessível.

Achei maravilhosa a atitude e percebi que o Pe. Manangão já pratica as palavras que o Papa Francisco disse, no sentido de aproximar as pessoas, trazendo-as para perto da igreja e as tratando com cuidado. Como dito na entrevista, a Igreja deve ser mãe, abraçando e cuidando das pessoas com carinho, não devendo ficar presa a burocracias nem se comunicar “por correspondência” com os fiéis.

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Na Igreja Santa Margarida Maria: meu casamento, celebrado pelo querido Padre Manangão.

Independentemente da religião e credo, devemos nos sentir completos naquilo que acreditamos. Simpatizo com diversas religiões e respeito todos os diferentes tipos de credo. O importante é fazer o bem e se sentir bem!

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